quinta-feira, 30 de maio de 2013

O PERDÃO


Vamos falar de Vivência 
Jesus veio a Terra para nos salvar, mas não de maneira mágica, retirando nossos pecados e nos tornando perfeitos, mas sim nos ensinando o caminho que devemos seguir para um dia sermos perfeitos e felizes com o nosso próprio esforço.
            Ele nos fez compreender o amor perfeito de Deus; ensinou que nossos sofrimentos é conseqüência de nossos próprios erros. Hoje, à luz do espiritismo sabemos que esses erros não são apenas desta vida, mas de outras também.
            Tão cheios de erros, vivemos pedindo para que Deus nos perdoe, e nos dê novas oportunidades de acertar e ser feliz. E Deus com todo o seu amor perfeito nos concede.
            Só que além de amor perfeito, Deus possui também a justiça perfeita. Aí entra outro ensinamento de Jesus muito importante, contida na oração que ele nos ensinou:Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos aqueles que nos têm ofendido.”
            Ou seja, o perdão de nossos erros é exatamente proporcional ao perdão que concedemos àqueles que erram contra nós. Assim para pedir perdão, é preciso perdoar.

            Aquele que não perdoa, mesmo se achando no direito por qualquer motivo e não sendo condenado pela lei dos homens, está submetendo sua ação à Lei Divina de Ação e Reação, que nos devolve exatamente aquilo que a gente faz. Com que direito podemos reclamar o perdão, se não perdoamos?
            E porque não perdoar? Não somos todos cheios de defeitos? Não nos disse Jesus que aquele que não tiver defeito que atire a primeira pedra? Não cabe a nós julgar, somente Deus o pode.

             Quando falamos em perdão, estamos falando de sentimentos e não de palavras, jamais deve ser só da boca para fora.
O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos, é aquele que fazemos com amor e com intenção sincera de esquecer a ofensa, preservando o adversário de qualquer constrangimento.
O perdão feito com ostentação, impondo condições muitas vezes humilhantes, vai provocar muito mais irritação do que o bem, pois não é um sentimento de amor e humildade, mas uma maneira de satisfazer o próprio orgulho.
            O perdão sincero esquece os erros do passado, não traz sentimentos de vingança ou de rancor, não adianta nada dizer que perdoa e aguardar uma oportunidade para se vingar, ou permanecer desejando o mal.
            Mesmo se o perdão não for aceito, o que importa é a nossa intenção. Mesmo quando acreditamos que a ofensa foi muito grande, o perdão aí se torna ainda mais importante, pois o mérito do perdão é proporcional à gravidade do mal.
            É uma tarefa complicada, pois nosso orgulho é mais forte, mas se Jesus nos ensinou é porque podemos, basta amar. Não é necessário que fiquemos amigos de nosso adversário, mas pelo menos emitir bons sentimentos e não reagir com futuras ofensas.
            Portanto, pratiquem o perdão, sejamos severos conosco, mas indulgente com o próximo. O amor deve sempre prevalecer, ou não terá sentido nos intitularmos cristãos. O verdadeiro cristão perdoa.

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